
A Biblioteca de Odivelas realizou nos passados dias 17 e 18 de Setembro uma conferência cujo assunto era a Literacia Emergente.
Muitas pessoas interessantes pelas suas práticas e perspectivas passaram pela mesa e lançaram sementes para um público de educadores (de infância, professores, narradores orais, animadores, actores).
Muitas conclusões se podem tirar, muitas sementes se podem apanhar, contudo destaco esta, cuja simplicidade se demonstrou ser de alta relevância :
O facto da criança, desde que nasce, estar em contacto com a linguagem, primeiro, e os livros, depois, fará com que essa mesma criança se torne num adolescente e adulto melhor: mais motivados, melhores alunos, com o pensamento criativo estimulado, o que nos leva a um indivíduo com melhor auto-estima, maior progresso académico, melhores condições de vida, melhor saúde, etc., etc.
Contudo, não basta dar um livro para a mão: não é um processo individual e muito menos não é um processo que deve passar somente pela escola: o envolvimento da FAMÍLIA tem uma importância extrema para que a criança cresça mental, intelectual, criativa e emocionalmente.
Basta somente estar atento ao que o bebé diz e transformar esses sons numa história; basta estar com ela quando lê um livro (de qualidade!!); basta inserir a criança nas tarefas do dia-a-dia (ler um recado, ler a lista das compras) motivando-a para o que aí vem: a escola, cujo ensino não atende a todas as especificidades de aprendizagem de cada criança mas que esta pode superar quaisquer dificuldades se essa base-sólida for construída desde que a criança nasce.
É tão simples, não é?!
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